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Chá, rum, paetê e muito glitter: veja como a folia se tornou oportunidade para empreender

Neta semana, o g1 apresenta uma série especial para mostrar as oportunidades da folia para a geração de renda, emprego e lucro na capital mineira. Bebidas e roupas feitas para brilhar são apostas em Belo Horizonte. Xeque Mate virou queridinho de BH, principalmente no carnaval

Divulgação/Xeque Mate

"O que é isso que você está bebendo? É um drink? Que trem é esse, gente? "

Pronto. XEQUE MATE!

A refrescante mistura de mate, rum, guaraná e limão já é marca registrada nos principais eventos culturais da capital mineira. E no carnaval não poderia ser diferente.

Nesta semana, o g1 publica a série de reportagens "Dinheiro, suor e cerveja" para mostrar os impactos do Carnaval na economia da capital.

Dinheiro, suor e cerveja: três em cada quatro empresários de Belo Horizonte têm boas expectativas para o Carnaval 2023

A invenção, que surgiu “quase sem querer”, como explica o diretor de produção e sócio do Grupo Xeque Mate Bebidas, Gabriel Rochael, nasceu de um pedido inusitado de um cliente dos tempos que trabalhava como barman: um drink à base de chá mate, sua bebida favorita.

"Juntei um rum industrializado com um chá mate com guaraná que minha mãe sempre deixava pronto na geladeira. Acrescentei um toque de limão e criei a bebida, sem imaginar que ela seria uma paixão para os belo-horizontinos", contou.

Em 2016, junto com o sócio Alex Freire, Gabriel fundou a Xeque Mate Bebidas Ltda. O nome foi ideia de sua mãe, Denise. Desde então, a empresa cresceu e hoje já conta com quase 100 funcionários.

Garrafas de vidro

A mistura de mate, rum, guaraná e limão surgiu quase "sem querer"

Divulgação/Xeque Mate

A bebida, que, originalmente, era vendida em garrafas de vidro, passou a ser comercializada em latas e vem conquistando novos consumidores.

“Com certeza, nosso grande impulso foi o carnaval. Em 2020, por exemplo, o último oficial antes da pandemia, a demanda foi tanta que quase não conseguimos atender. E foi essa concentração de foliões tendo uma experiência tão boa com a marca que foi expandindo nossa 'fama'. Além disso, muitos turistas que vieram só para passar o Carnaval em BH voltaram para suas cidades contando sobre essa bebida nova e deliciosa, nos ajudando a espalhar a novidade”, disse Gabriel.

Após anos sem folia por causa da pandemia de Covid-19, as expectativas estão altas. Inclusive, o estoque para a festa deste ano começou a ser feito há cerca de seis meses.

Os sócios da empresa Xeque Mate, Alex e Gabriel

Carolina Faraco

Ambulantes

Para o grupo, os ambulantes são peças fundamentais para levar a bebida ao público. Então, para valorizar e facilitar a rotina desses trabalhadores – que ficam debaixo de sol e chuva para hidratar a galera –, a Xeque Mate Bebidas se uniu à Associação dos Trabalhadores Ambulantes de Belo Horizonte.

Neste ano, 16.117 pessoas se inscreveram para trabalhar como ambulantes e vender bebidas e adereços carnavalescos na festa, o que representa um aumento de 9,6% em relação a 2020.

Além da doação de insumos de infraestrutura, como sombrinhas e carrinhos, a marca está promovendo uma campanha para estimular os foliões a comprar dos ambulantes.

“A Xeque Mate deslanchou junto com o Carnaval de BH e nossas histórias estarão sempre conectadas. Para nós, a prioridade nos subsídios deste ano será fortalecer os trabalhadores que nos levam diretamente para o público”, afirmou Gabriel.

E onde tem?

Bebida pode ser encontra na unidades da Runeria Mascate, empresa que faz parte do grupo

Dynelle Coelho

São 600 pontos de venda entre Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Santa Catarina. Em BH, a bebida pode ser encontrada em mais de 300 estabelecimentos, como bares, restaurantes, casas de show, redes supermercadistas e nas três unidades da Runeria Mascate, empresa que faz parte do grupo, nos endereços:

Mercado Novo 2º andar / Centro

Rua Sergipe, 1.389 / Savassi

Avenida do Contorno, 1.790 / Floresta

E, claro, entre os ambulantes do carnaval. É só procurar o carrinho mais próximo de você!

Do álcool ao look

Em 2016, nasceu a marca Viva Bossa

Bruna Brandão

As oportunidades de empreender geradas pelo espírito carnavalesco vão além do consumo de bebidas. As cores, o brilho, a luz e a beleza são "acessórios" indispensáveis para quem quer viver intensamente a folia.

E foi com este olhar que a mineira e comunicóloga Flávia Ruas percebeu que poderia criar uma fonte de renda.

Com o apoio da arquiteta e irmã Gabriela Ruas e das mãos da mãe e costureira Miriam Oliveira, em 2016 nasceu a marca de carnaval Viva Bossa.

“Eu estava sem grana e pensei: 'Vamos fazer uma marca de carnaval'. Na época, tinha demanda, mas pouco foco no tema. Então, casou a vontade de me vestir bem, a necessidade de fazer dinheiro, a paixão pelo carnaval e, claro, o talento da nossa mãe,” contou.

Miriam Oliveira e suas filhas Flávia e Gabriela mostram looks vendidos na Viva Bossa

Camila Falabela

Flávia já era foliona de carteirinha. Tocava em blocos consagrados, como Então, Brilha! e Juventude Bronzeada. Isso facilitou as primeiras vendas. A família começou a se envolver cada vez mais, participando de feiras e expondo os produtos.

“Na primeira feira levamos 30 peças. Vinte e nove foram vendidas. Voltamos para casa com outras 120 encomendas”, disse.

Flávia Ruas, criadora da Viva Bossa

Camila Falabela

E a mãe deixa bem claro: "Fazemos roupas para o carnaval. Não fazemos fantasias. Vendemos os itens e as pessoas criam looks. Assim, cada cliente consegue se produzir de forma única!".

Empreendedorismo feminino: Viva Bossa é comandada por mãe e filhas

Camila Falabela

No início, além das feiras, a marca era vendida pelo Instagram. Hoje, a Viva Bossa conta também com um site e uma loja física no Centro de BH (saiba mais abaixo). Cinco pessoas participam da equipe, todas mulheres.

As irmãs Flávia e Gabriela Ruas

Bruna Brandão

1.000%

No último carnaval, as vendas aumentaram 1.000% em relação ao período anterior. Sobre a festa deste ano, as meninas estavam apreensivas, sem saber como seria a adesão pós-pandemia, mas agora estão confiantes. A expectativa é repetir ou, quem sabe, superar o resultado em 2023.

“A gente não sabia como ia ser a demanda. As pessoas comprariam os produtos? Já que está tudo tão caro ultimamente, né? Então, nossa produção para este ano começou tímida. Depois que sentimos a confiança do público, temos investido bastante. Se tudo der certo, vamos, no mínimo, manter o mesmo faturamento de 2020”, disse Gabriela Ruas.

Gabriela Ruas preparando o manequim para o Carnaval 2023

Camila Falabela

Serviço

As roupas do Viva Bossa podem ser encontradas na loja colaborativa Estação Carnaval (Avenida Álvares Cabral, 348 - Centro), pelo Instagram ou pelo site.

Modelos posam com roupas da marca Viva Bossa

Bruna Brandão

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